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Conheça as Sessões Temáticas!

1. Retomando o Pensamento Social Afro-Latino Caribenho e Brasileiro

Linha de pesquisa: 1. Sociologia: teoria e história

Coordenadores: Fernando José Filho (PPGS-USP), Juan Michel Montezuma dos Santos (PPGS-USP), Eliane Almeida (ProMuSPP - USP), Lucas Scaravelli da Silva (PPGAS- USP) e Bruna Sousa (PPGS - UFBA)

 

Descrição e Justificativa: Clóvis Moura, em sua obra, Sociologia do Negro Brasileiro, traz uma importante reflexão sobre os estudos de negros como um reflexo estrutural da sociedade brasileira. Moura (2022), denomina este pensamento de “pensamento social subordinado”, na qual questiona uma “pretensa imparcialidade científica” inexistente nas ciências sociais que está revestida por uma “ideologia racista racionalizada”. Pensamento, de uma certa forma, partilhado por Lélia Gonzalez em Por um Feminismo Latino-Americano (1988), que enuncia um dos seus principais projetos epistemológicos e metodológicos, que é o de tensionar através de um pensamento feminista latino-americano as categorias analíticas das ciências sociais.  Este mesmo tensionamento que os autores Édouard Glissant e Charles Mills em suas respectivas obras, Poética da Relação (1990) e O Contrato Racial (1997) identificam na construção epistêmica do pensamento latino-americano uma preeminência do pensamento branco universal na maneira que elaboram as categorias de identidade, raça e Estado e entre outras e nas interpretações sobre as formações das sociedades latino-americanas e caribenhas. Neste sentido, identificamos nos diálogos de autores e autoras afro-latino e caribenhos uma interconexão de pensamento que não está restrita em suas territorialidades geográficas (América Central, Caribe, Brasil e o restante da América do Sul), mas que se ligam em reflexões que apontam caminhos para outras formas de pensamentos que rompem a neutralidade do pensamento ocidental.

 

Tipos de trabalhos acolhidos: As contribuições devem abarcar pesquisas sobre autores e autoras afro-latino-americanos e caribenhos, suas interpretações e produções intelectuais, bem como estudos sobre suas trajetórias e biografias, análises de suas leituras sobre as sociedades latino-americanas e caribenhas em perspectivas locais e globais, discussões sobre tensionamentos epistemológicos e metodológicos nas ciências sociais e trabalhos que dialoguem diretamente com as reflexões e propostas formuladas por esses e essas intelectuais.

2. Sociologia Crítica, Teoria Social e Interpretações do Brasil

Linha de pesquisa: 1. Sociologia: teoria e história

Coordenadores: Dayvison Wilson Bento da Silva (USP), Juan Michel Montezuma dos Santos (USP), Max Luiz Gimenes (USP), Bruna de Santana Souza - UFBA (BA) e Marcus Caldara - UFSCar (SP)

Descrição e justificativa: A Sessão Temática propõe reunir pesquisas dedicadas à análise das relações entre teoria social, produção intelectual e interpretação dos processos históricos brasileiros. Parte-se da compreensão de que a Sociologia produzida no Brasil constituiu não apenas um campo de conhecimento voltado à compreensão crítica da realidade social, mas também um espaço historicamente situado de elaboração intelectual, marcado por disputas teóricas, condições institucionais e diferentes formas de intervenção pública. Nesse sentido, o ST busca promover reflexões que articulem dois movimentos complementares: a análise dos fenômenos históricos e sociais que conformaram a sociedade brasileira e a investigação das condições sociais e intelectuais que orientaram a produção das interpretações sobre esses processos. Interessa, assim, acolher trabalhos situados na interface entre teoria social e historicidade, contemplando estudos sobre pensamento social brasileiro, sociologia histórica, história das ciências sociais, sociologia dos intelectuais, circulação de ideias e interpretações críticas do capitalismo periférico, bem como pesquisas que examinem os nexos entre texto e contexto, produção intelectual e experiência histórica, conhecimento social e imaginação política.

 

Tipos de trabalhos acolhidos: Serão acolhidos trabalhos que investiguem as relações entre Sociologia, teoria social, produção intelectual e interpretação dos processos históricos brasileiros, seja por meio da análise crítica de fenômenos sociais e históricos, seja pela investigação das condições de produção, circulação e recepção do conhecimento sociológico. São particularmente bem-vindas pesquisas sobre autores, obras, tradições intelectuais, instituições e redes acadêmicas, bem como estudos dedicados à formação social brasileira, ao capitalismo, às desigualdades, ao Estado, à democracia e às múltiplas formas de conflito e transformação social. Também serão acolhidas contribuições que examinem os vínculos entre raça, classe e gênero, os processos de circulação de ideias e teorias, as relações entre produção intelectual e conjunturas históricas específicas e os nexos entre conhecimento social, crítica social e intervenção pública. As propostas poderão mobilizar distintas abordagens teóricas e metodológicas, desde que contribuam para a reflexão sobre as conexões entre historicidade, produção intelectual e interpretação da sociedade brasileira.

 


3. Conhecimento, controvérsias e provocação: ontologias, práticas e mundos em disputa

Linha de pesquisa: 2. Cultura e poder simbólico

Coordenadores: Matheus Alysson Cunha (USP) e Leonardo Calau da Cruz (USP) 

 

Descrição e justificativa: Esta ST tem como objetivo reunir pesquisas em andamento ou recentemente concluídas que analisem controvérsias sobre conhecimento, negacionismo e disputas em torno de saberes e práticas científicas ou mundanas. Parte-se do pressuposto de que o conhecimento é produzido em meio a relações, interesses e práticas situadas, de modo que sua estabilização é sempre parcial e contestável. Deste modo, interessam tanto as controvérsias no interior das comunidades científicas quanto aquelas que emergem na interface entre saberes especializados e leigos. Fenômenos como o negacionismo científico, as disputas sobre algoritmos e plataformas digitais, as tensões entre diferentes modos de conhecer e os debates em torno de pós-verdade e expertise oferecem terreno fértil para esse tipo de análise. Também serão bem-vindas pesquisas que ofereçam leituras criativas, plurais e reflexivas de escrita, atentas à dimensão textual e performativa do próprio fazer sociológico, lançando um olhar curioso e provocativo sobre as fronteiras entre o científico e o mundano.

 

Tipos de trabalhos acolhidos: Serão acolhidas pesquisas que abordem controvérsias envolvendo conhecimento, ciência e sociedade, tais como negacionismo científico, pós-verdade, expertise, tecnologias digitais, algoritmos, ontologias e modos de vida. Também são bem-vindos trabalhos ancorados em abordagens como os Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia (STS/CTS), Teoria Ator-Rede (ANT/TAR), etnometodologia, semiótica material e outras perspectivas críticas e interdisciplinares que tratem dessas disputas contemporâneas.

4. Educação e Sociedade: Hierarquias, Desigualdades e Desafios para a equidade social

Linha de pesquisa: 3. Dinâmicas de classe, raça, gênero e geração

Coordenação: Eliane de Santana Firmino (USP), Gisele Maria da Costa Vilalta (USP), Isabele Sousa Pantoja (USP), Mel Dokter Palomo (USP), Matheus Cabral (UNICAMP) e  Gabriel Oliveira Quadros (UNIFESP)

Descrição e justificativa: O ST tem como objetivo reunir pesquisas em andamento ou recentemente concluídas que, independentemente das escolhas teóricas e metodológicas, tomem a educação como objeto empírico em seus vários níveis de ensino. Frente à massiva expansão educacional vivenciada pelo país nas últimas décadas, a educação enquanto objeto clássico da Sociologia se faz ainda mais relevante, uma vez que essa não eliminou as desigualdades educacionais, mas as reconfigurou ao longo das trajetórias escolares. Desse modo, o ST busca reunir e fortalecer a produção científica sobre acesso, equidade e permanência nos diferentes níveis do sistema educacional.

 

Tipos de trabalhos acolhidos: As contribuições devem, independentemente das escolhas teóricas e metodológicas, tomar a educação como objeto empírico em seus vários níveis de ensino, abordando temas como desigualdades de oportunidades e resultados educacionais; estratificação educacional; acesso e permanência; discriminações e desigualdades nas instituições de ensino; políticas públicas e reformas educacionais; socialização e instituições educacionais; trajetórias e experiências escolares; currículos, dentre outros.

 

5. Sociologia da Religião

Linha de pesquisa: 5. Estado, Política e ações coletivas

Coordenadores: Vinícius Felipe Gomes (USP), Rafaella Ferreira Console (USP), Davi Alves Lopes Barbosa (USP) e Maria Andoyiki (UNIFESP)

Descrição e justificativa: O ST - Sociologia da religião tem como objetivo reunir pesquisas dedicadas à análise da religião como fenômeno social e político, considerando suas relações com a produção de identidades, valores, práticas coletivas, moralidades públicas e formas de mobilização social. Em particular, nos interessam estudos que contribuam para equacionar as relações entre política, cultura e religião e os conflitos produzidos pelas diferenças – sobretudo os enquadramentos do pluralismo na Nova República, marcada pela reconfiguração do campo religioso, abrangendo o declínio católico, o crescimento pentecostal, a expansão dos “sem religião” e a politização dos cultos afro-brasileiros. Também faz parte dessa mudança a presença de novos movimentos religiosos e o empoderamento político, midiático, econômico e cultural da chamada “direita cristã”. 

 

Tipos de trabalhos acolhidos: Serão acolhidos trabalhos em andamento ou recentemente concluídos, como artigos, capítulos de dissertação ou tese, pesquisas empíricas e estudos de iniciação científica. As contribuições devem abordar temas relacionados secularismo, secularização, laicidade, ativismo político-religioso, intolerância, direitos humanos, direitos sexuais e reprodutivos, moralidades, família, liberdade religiosa, identidade religiosa, marcadores sociais da diferença (raça, etnia, gênero, sexualidade), antifeminismos, ativismo político digital, (digitalização da política - capitalismo digital), juventudes religiosas  e atores políticos religiosos.

6. Estudos sobre violência política: conceitos, atores e repertórios

Linha de pesquisa: 5. Estado, Política e ações coletivas

Coordenação: Elizabeth Arruda (USP), Sara Tufano (USP), Paulo Castro (USP) e Pedro Bahia (IESP/UERJ)

Descrição e justificativa: O ST propõe reunir pesquisas voltadas à consolidação do campo de estudos sobre violência política, um campo marcado por disputas conceituais, diversidade metodológica e multiplicidade de objetos empíricos, o que evidencia sua vitalidade teórica e abertura a novas agendas de pesquisa. Parte-se do entendimento de que, apesar da centralidade do tema em um momento marcado pela erosão democrática, pelo ressurgimento de extremismos e pela intensificação de conflitos políticos, a violência política ainda constitui um campo em formação nas ciências sociais, especialmente no Brasil e na América Latina. O objetivo do ST é justamente fomentar o diálogo entre diferentes abordagens, buscando compreender como violência e política se articulam, se tensionam e se constituem mutuamente em distintos contextos sociais e históricos.

Tipos de trabalhos acolhidos: Serão bem-vindos trabalhos teóricos e empíricos sobre violência política em suas múltiplas dimensões, incluindo, mas não se limitando à, repressão estatal, assassinatos políticos, violência eleitoral, radicalização política, criminalização de lideranças políticas e sociais, violência étnica e racial, violência de gênero na política, ataques às instituições democráticas, memória política, trauma coletivo e legados de conflitos em regimes democráticos. Além disso, incentiva-se pesquisas que contemplem a diversidade de atores implicados na violência política, incluindo o Estado e seus agentes, forças de segurança, grupos paramilitares e milícias, partidos e facções políticas, movimentos sociais, grupos criminosos com atuação política, bem como lideranças, ativistas, jornalistas e defensores de direitos humanos enquanto alvos preferenciais dessa violência, reconhecendo que esses atores podem ocupar simultaneamente os lugares de perpetradores e de vítimas a depender do contexto analisado.

 

7. Inovação, Inteligência Artificial e Sociologia Digital

Linha de pesquisa: 5. Estado, Política e ações coletivas

Coordenação: Bruno Castro Dias da Fonseca (USP), Diego dos Santos Moura Gonçalves (USP), Emília Kreiman (USP), Francisco W. Kerche (USP), Guilherme Olímpio Fagundes (USP) e Rodrigo da Silva Rocha (USP)

Descrição e justificativa: As tecnologias digitais espraiam-se pela vida social, mediando boa parte das interações e relações que se estabelecem na vida cotidiana contemporânea. Como tentativa de produzir lentes interpretativas sobre as continuidades e as rupturas ocasionadas por essas tecnologias, observa-se a emergência da Sociologia Digital, com sugestões de novos objetos e métodos de pesquisa. Em sua segunda edição desde 2024, o ST “Inovação, Inteligência Artificial e Sociologia Digital” busca ampliar os horizontes deste debate, articulando reflexões sobre as transformações digitais, os usos da inteligência artificial e os processos de inovação que reconfiguram as formas de produção de conhecimento.

 

Tipos de trabalhos acolhidos: Este Seminário Temático acolhe pesquisas empíricas sobre a digitalização da vida cotidiana; as novas formas de sociabilidades mediadas por sistemas sociotécnicos; empreendedorismo digital, big techs e startups de base tecnológica; plataformas e redes sociais digitais; ciberativismos, decolonialidades digitais e hacking; geopolítica, poder infraestrutural e soberania tecnológica; desigualdades sociais engendradas por sistemas algorítmicos; métodos e técnicas de pesquisa em ambientes digitais; novas tecnologias de informação e comunicação (TICs) aplicadas a diferentes processos sociais; usos e efeitos sociais da Inteligência Artificial; regulação e políticas públicas para o setor tecnológico; ética; segurança pública e vigilância; e afins, assim como suas intersecções com subáreas de investigação sociológica, como violência, ciência, cultura e defesa.


 

8. Realidades urbanas em mutação: segregação, racialização e relações de poder pelas lentes dos estudos urbanos

Linha de pesquisa: 6. Cidades: interações, desigualdades e (i)mobilidades socioespaciais

Coordenação: Anna Clara Pereira Soares (USP), Gabriela Mariah Nascimento de Souza (USP), Maria Sofia Garcia-Roche (USP), Mateus Cardoso de Almeida (USP)

Matheus Henrique da Silva Martins (USP) e Nayane Victória Brassaroto de Macedo (USP)

Descrição e justificativa: O objetivo desta Sessão Temática é promover discussões sobre os processos desiguais de constituição das cidades, tendo como foco o estabelecimento, a reprodução e a reconfiguração de padrões de segregação socioespacial, em suas mais variadas interpretações. É de particular interesse reunir trabalhos que visam compreender como os processos de racialização e as categorizações étnico-raciais se articulam à produção das metrópoles, conformando hierarquias urbanas, fronteiras sociais e formas desiguais de acesso à cidade. Também, estudos que enfoquem as relações de poder nas cidades, e que permeiam debates como a gestão de ilegalismos em torno dos fluxos de corpos, mercadorias, objetos, informações e imagens em circuitos de diferentes escalas temporais e espaciais. Tem-se como pergunta norteadora: como a produção do espaço urbano constitui padrões de segregação socioespacial? Interessa discutir especialmente as lacunas e tendências presentes nos estudos urbanos a respeito do imbricamento desses temas. 

 

Tipos de trabalhos acolhidos: Incentivamos, em especial, abordagens integradas a debates interdisciplinares, entre as ciências sociais e as demais disciplinas que compõem o campo de estudos urbanos. As contribuições devem abordar os processos de produção desigual do espaço urbano a partir de temas como (i)mobilidades e segregação socioespaciais, disputas pelos (contra) usos do espaço, ilegalismos urbanos, racismo, migrações, diásporas, mudanças climáticas e violência estatal, em diferentes escalas temporais e espaciais. São incentivadas abordagens que se utilizem de diferentes métodos e técnicas quantitativas e qualitativas.


 

9. Gênero, Poder e Violência: articulações e perspectivas contemporâneas

Linha de pesquisa: 7. Violência, direitos e cidadania

Coordenadores: Renato Kelvin (USP) e Thaís Carvalho (USP)

Descrição e justificativa: Propõe reunir trabalhos que articulem gênero, sexualidade e poder como categorias analíticas centrais para a compreensão das relações sociais contemporâneas. Interessa analisar como essas categorias estruturam processos de desigualdade, normatividade, conflito e transformação social, em articulação com raça, classe e geração. A proposta não se limita ao estudo da violência, embora esta possa aparecer como um dos eixos possíveis de análise, mas busca abranger um conjunto mais amplo de dinâmicas sociais nas quais gênero e sexualidade operam como princípios organizadores da vida social.

 

Tipos de trabalhos acolhidos: Serão acolhidos trabalhos teóricos e empíricos, de diferentes perspectivas disciplinares e metodológicas, que utilizem gênero e sexualidade como categorias analíticas centrais para analisar relações sociais, desigualdades e disputas de poder. Incluem-se pesquisas sobre masculinidades, feminilidades, sexualidades dissidentes, processos de regulação social, instituições, movimentos sociais e outras dinâmicas contemporâneas relacionadas a gênero, sexualidade e poder.


 

10. Sociologia da Violência: direitos humanos, segurança pública e controle social

Linha de pesquisa: 7. Violência, direitos e cidadania

Coordenadores: Bianca Isabel Lombarde Silva  (USP), Fernanda Reis Nunes Pereira (USP), Alana Nogueira Vieira (USP), Fernando da Silva Oliveira - (UFG) e Ana Luísa Violante Pacheco - (UFMG)

Descrição e justificativa: O ST propõe-se a reunir reflexões teóricas, metodológicas e empíricas situadas nos diferentes eixos de desenvolvimento do campo da Sociologia da Violência, promovendo o diálogo entre pesquisas que investigam as múltiplas formas de produção, regulação e enfrentamento da violência na sociedade contemporânea. O ST acolhe trabalhos dedicados à análise das instituições de segurança pública e do sistema de justiça criminal; dos processos de punição, criminalização e controle social; das dinâmicas da violência urbana; das produções e reproduções de violências raciais e de gênero por instituições do estado; das relações entre violência estatal, democracia e direitos humanos; da cultura policial;  dos usos de tecnologias de vigilância e gestão da segurança pública; e das organizações criminosas e suas interações tanto no contexto prisional quanto no território. A centralidade da violência na sociedade contemporânea e a expansão das agendas de pesquisa sobre segurança pública, punição, controle social e direitos humanos evidenciam a necessidade de um espaço de diálogo dedicado à Sociologia da Violência e suas transformações recentes.

 

Tipos de trabalhos acolhidos: Este ST pretende constituir um espaço de interlocução entre pesquisadoras e pesquisadores em diferentes etapas da carreira e estágios de pesquisa, diferentes técnicas e filiações teóricas, contribuindo para o avanço crítico da agenda de estudos sobre violência, policiamento, punição e direitos humanos no Brasil e em contextos comparados. Busca-se fomentar debates que articulem diferentes escalas de análise — do cotidiano institucional às transformações políticas e sociais mais amplas —, bem como abordagens comparativas e interdisciplinares. Pesquisas que articulem os temas que vão desde a violência de Estado, democracia e direitos humanos, às instituições de segurança pública e do sistema de justiça criminal; da criminalidade urbana às organizações criminosas e suas dinâmicas tanto no contexto prisional quanto territorial; dos usos de tecnologia de vigilância à gestão da segurança pública são bem-vindas. São especialmente incentivadas propostas que incorporem, de forma transversal, as dimensões de gênero, raça, classe e territorialidade, evidenciando como essas categorias estruturam experiências de violência, práticas institucionais e desigualdades no acesso à justiça e à segurança.

 

11. Estado, sociedade e cultura: reflexões, disputas e desafios teóricos para a Sociologia da Cultura

Linha de pesquisa: 2. Cultura e poder simbólico

Coordenação: Flávia Maroto Bergamin (USP), Júlio César Bernardes Santos (USP), Ana Carolina de Paula Lima (USP), Juliano Guimarães (USP) e Ana Beatriz Alves de Souza (UNICAMP)

Descrição e justificativa: Busca discutir pesquisas que se concentrem em estudos da Sociologia da Cultura e do simbólico em diálogo com ações coletivas e a relação entre o Estado e a sociedade, envolvendo da produção intelectual e as diferentes linguagens artísticas às instituições culturais e políticas. Tais questões são fundamentais para compreender as continuidades, resistências e tensões que atravessam políticas culturais e organizações da sociedade, culturas periféricas, populares e tradicionais, movimentos sociais e culturais, agentes e trabalhadores da cultura. Abrange trabalhos em andamento ou recentemente concluídos.

 

Tipos de trabalhos acolhidos: Engloba trabalhos em andamento ou recém concluídos que discutam a cultura, as artes e o fazer artístico em diálogo com o Estado, seja por meio de instituições, políticas culturais ou organizações da sociedade que disputem o reconhecimento e a legitimidade de produções artísticas. A sessão espera receber trabalhos que contemplem diferentes experiências culturais, abarcando instâncias e agentes responsáveis pela produção, circulação e recepção de bens simbólicos, a fim de discutir resistências e tensões que atravessam políticas culturais, culturas periféricas e atividades populares e tradicionais. Serão aceitos trabalhos que variem desde circuitos consagrados até produções que buscam negociar seus próprios critérios de avaliação nos mais diversos segmentos artísticos, como, por exemplo, artes visuais, música, cinema, festivais e manifestações, além de planos e políticas culturais, dando preferência a pesquisas que, juntas, representem diferentes localidades (regiões e estados do Brasil, comparação com outros países etc) e abordagens teóricas e metodológicas.

 

12. Raça, Racialização E Reconhecimento

Linha de pesquisa: 3. Dinâmicas de classe, raça, gênero e geração

Coordenadores: José Adailton Sousa dos Santos (USP), Lara Prata dos Santos Miranda (USP), Mariana dos Santos Faciulli (USP), Ana Caroline Antunes de Souza (USP), Eliane de Santana Firmino (USP), Guilherme Lassabia de Godoy (USP), Lara Prata dos Santos Miranda (USP) e Huri Henrique Paz - Afro Cebrap (SP)

 

Descrição e justificativa: Raça constitui uma categoria central para a compreensão das desigualdades, identidades e relações de poder nas sociedades contemporâneas. No Brasil, os processos de racialização estão diretamente relacionados à formação histórica do país e aos desafios da construção da igualdade racial em um contexto marcado pela persistência de hierarquias raciais e pelos limites do ideal de democracia racial. Esta sessão temática propõe reunir reflexões sobre as relações entre raça, racialização e reconhecimento, considerando tanto as dimensões institucionais e jurídicas da igualdade quanto os processos sociais, culturais e simbólicos que produzem pertencimentos, exclusões e disputas por reconhecimento. Busca-se, assim, contribuir para o debate sobre justiça social, cidadania e democracia em sociedades marcadas por desigualdades raciais.

 

Tipos de trabalhos acolhidos: A sessão temática acolherá trabalhos teóricos e empíricos que abordem as múltiplas articulações entre raça, racialização e reconhecimento no mundo contemporâneo. Serão especialmente bem-vindas pesquisas que analisem as tensões, dificuldades e dinâmicas envolvidas nos processos de reconhecimento de grupos racializados, incluindo estudos sobre racismo, discriminação, identidades raciais, movimentos sociais, ações afirmativas, políticas públicas, representações culturais, conflitos políticos e disputas por direitos. Também serão incentivados trabalhos que examinem os desafios contemporâneos para a promoção da igualdade racial e para a construção de relações sociais mais democráticas.

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© 2026. Programa de Pós-Graduação em Sociologia. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Universidade de São Paulo. 

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